LEVÍTICO

Autor: Moisés, a expressão “disse o Senhor a Moisés” aparece 56 vezes.

Este livro foi escrito aproximadamente em 1445 a.C., com as leis que Deus deu a Moisés durante os dois meses entre o término do Tabernáculo (Ex. 40.17) e a partida de Israel do monte Sinai (Nm 10.11).

Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” (Mateus 8.4).

Aqui o versículo de Mateus aponta para uma norma levítica (Lv 14.1-32), no qual o respeito de Jesus pela escritura do Antigo Testamento está expressado e atribui a autoria do livro a Moisés.

Título é tirado da primeira palavra escrita no livro: Wayyiqura (hebr., “chamou o Senhor”). “Levítico” deriva da tradução grega e latina desta obra (Leuitikon). Era um manual para os serviços sacerdotais, cuja especificidade estava ligada ao Tabernáculo descrito no livro de Êxodo, mas também abrangia todo o Israel.

Êxodo trouxe as informações concernentes à libertação dos israelitas no Egito, ao recebimento da Lei (Torá), e à construção do Tabernáculo segundo os modelos que Deus havia determinado. No final do Livro de Êxodo, após o término da construção do Tabernáculo, Deus se manifesta com Sua Glória.

A importância do livro decorre da relevância de uma educação sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo para viver uma vida separada.

A santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra chave para o livro e a palavra santo aparece mais de oitenta vezes. Santo (qadosh): separado, dedicado a propósitos excelentes, sagrado, limpo, puro, moralmente reto, justo.

“Fala a toda a congregação de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo.” (Lv 19.2)

Deus é completamente Santo em sua natureza, motivos, pensamentos, palavras, obras e em seu relacionamento de amor com os homens. É isento de pecados e perfeitamente justo. A decisão de Deus castigar com a morte os pecadores precede da sua justiça e do seu zelo por suas criaturas.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23).

A ira de Deus sobre o pecado e a iniquidade é um atributo intrínseco do Criador. Trata-se da expressão de sua bondade e amor em relação à justiça:

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” (Rm 1.18).

 “Mas do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” (Hb 1.8-9).

“Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos a sua voz.” (Dn 9.14).

Deus é Fiel, Ele cumpre tanto as suas promessas quanto as suas advertências, “ainda que sejamos infiéis, Ele é Fiel, não pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13).

A tua misericórdia, Senhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens. A tua justiça é como as grandes montanhas (…) Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade. E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se afastarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; porque em ti está o manancial da vida, na tua luz veremos a luz.” (Sl 36.5-9)

O livro de Levítico fala a respeito de servir a um Deus que é Santo e explica as funções dos ministros do Tabernáculo. Também revela como um povo imperfeito pode servir a um Deus Santo, como pode ser recebido por Deus mediante um Sumo Sacerdote e como pode viver os relacionamentos cotidianos em santidade.

A santificação é um todo: alimentação; relacionamentos sociais; vida profissional, conjugal, financeira e espiritual. E a busca pela santidade é uma exigência divina. O estado de Deus é de santidade absoluta, perfeita; em nós ela é relativa.

“Porque Eu Sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que arrasta sobre a terra. Porque eu sou o Senhor que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque Eu Sou Santo.” (Lv 11.44-45)

A Igreja de Jesus Cristo tem um Deus que a fez sair da escravidão das trevas e da ignorância, Paulo escreveu em Efésios:

 “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.” (Ef 5.8-11)

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” (Ef 2.1-5)

Através da chamada de Moisés Deus anunciou os seus propósitos àquela geração. Assim como eles a igreja de Jesus Cristo também é convocada para andar em novidade de vida (Rm 6.4).

“Porque somos criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Ef 2.10).

Deus é a Verdade, porque é absolutamente fidedigno e sincero em tudo o que diz e faz; não existe falsidade em Deus, ou mentira, ou interesse, ou vaidade. Tudo o que Deus diz é honesto, bom e não há engano algum.

Deus é paciente e lento em se irar. É compassivo e concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos. Quando Deus decreta um concerto ele não o executa imediatamente. Ainda que tivesse razão para isso, dá tempo para que cada um possa analisar seus erros e voltar atrás.

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a se arrepender.” (2 Pe 3.9)

Deus é misericordioso e clemente, amoroso, compassivo. Sente tristeza pelos sofrimentos das pessoas, é pura compaixão pelos oprimidos, cativos, doentes, pobres, cegos, pelos que se desviam dEle. Tamanha foi sua dor com os caminhos humanos que enviou o Seu Filho para perdão dos pecados e salvação.

Deus é amor, um amor infinito, um amor puro, um amor eterno; que possuiu uma profundidade tal que nosso entendimento não consegue alcançar, pois está escrito que excede todo entendimento. E não ama de palavras, pois provou seu grande amor indo para a cruz, Ele foi até o fim por nós. Ele se entregou no lugar dos pecados como uma ovelha muda.

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Isaias 53.7)

“E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.” (At 8.32)

Deus é diferente independe de sua criação, seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada.

Elementos para a santificação:

  • A Palavra

“Santifica-os na Tua Verdade, a Tua Palavra é a Verdade.” (Jo 17.17)

“A Tua Palavra é a Verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.” (Sl 119.160)

“Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu Sou o Senhor, que vos santifico. Guardai, pois, todos os meus estatutos e todos os meus juízos e cumpri-os, para que não vos vomite a terra para a qual vos levo para habitares nela.” (Lv 20. 8,22)

“Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus, Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor. Porém, vós guardareis meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós.” (Lv 18. 4,5,26)

“Guardareis os meus estatutos e todos os meus juízos e os cumprireis. Eu Sou o Senhor.” (L 19.37)

“Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra.” (Lv 25.18)

“Mas, se não me ouvirdes e não cumprirdes todos estes mandamentos, se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se aborrecer dos meus juízos, a ponto de não cumprir todos os meus mandamentos, e violardes a minha aliança, então, eu vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeareis debalde a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós outros, e sereis feridos diante de seus inimigos; os que vos aborrecem assenhorar-se-ão de vós e fugireis, sem ninguém vos perseguir. Se ainda assim com isto não me ouvirdes, tornarei a castigar-vos sete vezes mais por causa dos vossos pecados.” (Lv 26.14-18)

  • A unção sacerdotal:

“Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do Senhor. E fizeram conforme a palavra de Moisés.” (Lv 10.7)

“E o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o azeite da unção e que foi sagrado para vestir as vestes, não descobrirá a cabeça nem rasgará as suas vestes. Nem sairá do santuário do seu Deus, pois a coroa do azeite da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o Senhor.” (Lv 21.10-12)

“O Espírito Sato é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração.” (Lc 4.18)

  • O Sangue

“Tendo, pois, ousadia para entrarmos no santuário, pelo sangue de Jesus.” (Hb 10.19)

“E o sacerdote tomará do sangue da oferta pela expiação da culpa e o sacerdote o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem que purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito.” (Lv 14.14)

“E daquele sangue espargirá sobre ele com o seu dedo sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.” (Lv 16.19)

“Mas, se andarmos na Luz, como Ele na Luz está, temos comunhão uns com os outros, e os sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1Jo 1.7)

  • O culto a Deus

“E quando sacrificardes sacrifícios pacíficos do Senhor, da vossa própria vontade o sacrificareis.” (Lv 19.5)

“E, quando sacrificardes sacrifícios de louvores ao Senhor, o sacrificareis de vossa vontade.” (Lv 22.29)

Nem todo culto Deus recebe, há um padrão de Deus. O culto prestado pelo adorador mostra o conhecimento que ele possui acerca de Deus e a importância que este dá a pessoa de Deus.

Cultuar a Deus requer racionalidade e espontaneidade. Deus não deseja pessoas oferendo nada por vã glória, por vaidade, para agradar a pessoas, por interesse ou por pressão. Deus deseja intimidade, amor, sinceridade e voluntariedade. O verdadeiro culto é prestado de dentro para fora, para Deus e não para os homens.

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Alimentação

Deus dava uma aula alimentar que garantia a seu povo uma vida saudável proveniente de uma alimentação separada.

A base dessa alimentação era CEREAIS, VEGETAIS E FRUTAS.  E o povo só podia comer carne vermelha 3 vezes ao mês, preferindo as carnes brancas.

Santificação é uma separação:

“Assim, separareis os filhos de Israel de suas imundícias, para que não morram nas suas imundícias, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.” (Lv 15.31).

PURIFICAÇÃO     –       SEPARAÇÃO      –      DEDICAÇÃO      –      USO 

Quando o sacerdote entrava no Tabernáculo primeiro ele dava o sacrifício de arrependimento, se lavava na pia, estava vestido com vestes separadas e depois ele se dedicava ao serviço. Ninguém poderia servir a Deus de qualquer maneira. Da mesma forma a Igreja do Deus vivo possui uma chamada sacerdotal de santificação e serviço para o Reino de Deus.

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual, e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1Pe 2.5)

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (1Pe 2.9)

Jesus é o Salvador de todos independente do nível social e seu sacrifício foi suficiente e superior a todos os sacrifícios de animais. Ele morreu no nosso lugar e por causa dos nossos pecados.

“Mas, se a sua mão não alcançar assaz para um cordeiro, então, tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para holocausto e outro para a expiação do pecado; assim, o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa.” (Lv 12.8)

Bois, carneiros e bodes eram ofertas de ricos e pombas e rolinhas eram ofertas dos mais pobres.

Os sacrifícios anunciavam a vinda de Jesus.

Boi – Jesus o servo (trabalhou para os homens em sua vida e alimentou o homem com sua morte, sua carne).

Cordeiro – “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: “Eis aí o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.29)

Bode – Jesus o cabeça (a força dos bodes está na cabeça e a força da Igreja é o cabeça da igreja, Jesus Cristo).

Pomba e rolinhas – pureza.

Quem matava era o ofertante, tendo pecado, porque foram os nossos pecados que mataram a Jesus.

O sangue era aspergido nos quatro cantos do altar.

“E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante de Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até a morte.” (Ap 12.10-11)

“E que havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconcilia-se consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.” (Cl 1.20)

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e derribando a parede de separação que estava no meio, na carne, desfez a iniquidade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela crus reconciliar a ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Ef 2.14-16)

“E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu coração e as escreverei no seu entendimento, acrescenta: Jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” (Hb 10.15-17)

Ofertas de manjares – cereais.

Flor de farinha era uma farinha de boa qualidade e sem fermento.

A oferta não deveria ter fermento e nem mel, significando gratidão sem malícia ou alegria momentânea. Porque o mel alegra rapidamente e logo passa; e o fermento engana, pois aumenta o tamanho real da massa, simbolizando a mentira e a falsidade.

Deus tinha prazer nas ofertas pacíficas e nas ofertas de cereais, que simbolizavam paz com Deus e gratidão. Mas Deus não tinha prazer nas ofertas por pecados e culpas.

A tribo de Levi era dividida em três patriarcas:

“E os filhos de Levi: Gerson, Coate e Merari (…)” (Gn 46.11)

Os levitas foram separados para um ministério sacerdotal: (Ex 32.26-30)

Estes homens pertenciam ao Senhor, deveriam ser imparciais, obedientes, e precisavam ter uma vida separada para Deus.

No período de Moisés começaram a trabalhar com a idade de 30 anos (Nm 4 e 1Cr 23.3), pois era exigido um tempo de maturidade e de aprendizado para o serviço.

Haviam várias funções para as famílias dos levitas, poderiam ser porteiros, cantores etc. Dentre as famílias de Levi, Deus chamou a de Arão para ser a família sacerdotal (Nm 3.2-4). A tribo de Levi deveria ser submissa aos sacerdotes (Nm 3.6-8)

Arão e seus filhos foram consagrados para o sacerdócio (Ex 29 e Lv 8)

Eles foram treinados para exercer a função sacerdotal (Lv 8.35;Lv 9; Ex 29.1)

Alguns significados espirituais presentes no livro:

Água: Palavra

Vestes: justificação

Unção: capacitação do Espírito Santo

Pecados: perdão

Holocausto: consagração

Sangue: purificação

Todos os crentes em Jesus também precisam aprender a desempenhar seu ministério com preparação e aprendizado.

Funções dos sacerdotes:

  1. Manter a chama do altar acesa (Lv 6.12-13; Lv 24.2-3)
  2. Lavar-se antes do serviço (Ex 30.18-21)
  3. Zelar pela glória de Deus (Nm 25.11-13)
  4. Sumo sacerdote era quem oferecia o sacrifício no dia da expiação (Lv 16)
  5. Sustento e herança dos levitas (Lv 18.8-32; Nm 18.8-32)
  6. (Lv 21. 15-23)
  7. (Lv 22.16)

Nosso relacionamento com Deus requer obediência à Palavra. A santidade do Tabernáculo não estava nas mesas, roupas ou objetos, era a Presença de Deus que tornava tudo santo.

O alvo de Deus é que todos sejam santos, mas também esse precisa ser o desejo pessoal de cada crente.

“Não façais segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos. Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor.” (Lv 18.3-5)

Os crentes não podem ceder às pressões do mundo, com suas interpretações acerca da existência humana e padrões de vida. O mundo não pode influenciar o ponto de vista do cristão, porque temos por alvo e instrução a Palavra do Eterno.

“E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.” (Lv10.3)

*Alguns capítulos trouxeram observâncias acerca de higiene pessoal, saúde e purificação (14 e 15); de padrão sexual (18); Relacionamentos humanos (19); proibição de idolatrias e sacrifícios de crianças (20); procedimentos após os partos (12).

Autor: Moisés, a expressão “disse o Senhor a Moisés” aparece 56 vezes.

Este livro foi escrito aproximadamente em 1445 a.C., com as leis que Deus deu a Moisés durante os dois meses entre o término do Tabernáculo (Ex. 40.17) e a partida de Israel do monte Sinai (Nm 10.11).

Disse-lhe então Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote, e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.” (Mateus 8.4).

Aqui o versículo de Mateus aponta para uma norma levítica (Lv 14.1-32), no qual o respeito de Jesus pela escritura do Antigo Testamento está expressado e atribui a autoria do livro a Moisés.

Título é tirado da primeira palavra escrita no livro: Wayyiqura (do hebraico, “chamou o Senhor”). “Levítico” deriva da tradução grega e latina desta obra (Leuitikon). Era um manual para os serviços sacerdotais, cuja especificidade estava ligada ao Tabernáculo descrito no livro de Êxodo, mas também abrangia todo o Israel.

Êxodo trouxe as informações concernentes à libertação dos israelitas no Egito, ao recebimento da Lei (Torá), e à construção do Tabernáculo segundo os modelos que Deus havia determinado. No final do Livro de Êxodo, após o término da construção do Tabernáculo, Deus se manifesta com Sua Glória.

A importância do livro decorre da relevância de uma educação sobre a santidade de Deus e a responsabilidade de cada indivíduo para viver uma vida separada.

A santidade (hebr. Kedushah) é uma palavra chave para o livro e a palavra santo aparece mais de oitenta vezes. Santo (qadosh): separado, dedicado a propósitos excelentes, sagrado, limpo, puro, moralmente reto, justo.

“Fala a toda a congregação de Israel e dize-lhes: Santos sereis, porque eu, o Senhor, vosso Deus, sou Santo.” (Lv 19.2)

Deus é completamente Santo em sua natureza, motivos, pensamentos, palavras, obras e em seu relacionamento de amor com os homens. É isento de pecados e perfeitamente justo. A decisão de Deus castigar com a morte os pecadores precede da sua justiça e do seu zelo por suas criaturas.

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rm 6.23).

A ira de Deus sobre o pecado e a iniquidade é um atributo intrínseco do Criador. Trata-se da expressão de sua bondade e amor em relação à justiça:

“Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.” (Rm 1.18).

 “Mas do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos, cetro de equidade é o cetro do teu reino. Amaste a justiça e aborreceste a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” (Hb 1.8-9).

“Por isso, o Senhor vigiou sobre o mal e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos a sua voz.” (Dn 9.14).

Deus é Fiel, Ele cumpre tanto as suas promessas quanto as suas advertências, “ainda que sejamos infiéis, Ele é Fiel, não pode negar-se a si mesmo.” (2Tm 2.13).

A tua misericórdia, Senhor, está nos céus, e a tua fidelidade chega até as mais excelsas nuvens. A tua justiça é como as grandes montanhas (…) Quão preciosa é, ó Deus, a tua benignidade. E por isso os filhos dos homens se abrigam à sombra das tuas asas. Eles se afastarão da gordura da tua casa, e os farás beber da corrente das tuas delícias; porque em ti está o manancial da vida, na tua luz veremos a luz.” (Sl 36.5-9)

O livro de Levítico fala a respeito de servir a um Deus que é Santo e explica as funções dos ministros do Tabernáculo. Também revela como um povo imperfeito pode servir a um Deus Santo, como pode ser recebido por Deus mediante um Sumo Sacerdote e como pode viver os relacionamentos cotidianos em santidade.

A santificação é um todo: alimentação; relacionamentos sociais; vida profissional, conjugal, financeira e espiritual. E a busca pela santidade é uma exigência divina. O estado de Deus é de santidade absoluta, perfeita; em nós ela é relativa.

“Porque Eu Sou o Senhor vosso Deus; portanto vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo; e não contaminareis a vossa alma por nenhum réptil que arrasta sobre a terra. Porque eu sou o Senhor que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus, e para que sejais santos; porque Eu Sou Santo.” (Lv 11.44-45)

A Igreja de Jesus Cristo tem um Deus que a fez sair da escravidão das trevas e da ignorância, Paulo escreveu em Efésios:

 “Porque outrora vocês eram trevas, mas agora são luz no Senhor. Vivam como filhos da luz, pois o fruto da luz consiste em toda bondade, justiça e verdade; e aprendam a discernir o que é agradável ao Senhor. Não participem das obras infrutíferas das trevas; antes, exponham-nas à luz.” (Ef 5.8-11)

“E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência; Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também. Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos).” (Ef 2.1-5)

Através da chamada de Moisés Deus anunciou os seus propósitos àquela geração. Assim como eles a igreja de Jesus Cristo também é convocada para andar em novidade de vida (Rm 6.4).

“Porque somos criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus preparou para que andássemos nelas”. (Ef 2.10).

Deus é a Verdade, porque é absolutamente fidedigno e sincero em tudo o que diz e faz; não existe falsidade em Deus, ou mentira, ou interesse, ou vaidade. Tudo o que Deus diz é honesto, bom e não há engano algum.

Deus é paciente e lento em se irar. É compassivo e concede a todos a oportunidade de se arrependerem e serem salvos. Quando Deus decreta um concerto ele não o executa imediatamente. Ainda que tivesse razão para isso, dá tempo para que cada um possa analisar seus erros e voltar atrás.

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a se arrepender.” (2 Pe 3.9)

Deus é misericordioso e clemente, amoroso, compassivo. Sente tristeza pelos sofrimentos das pessoas, é pura compaixão pelos oprimidos, cativos, doentes, pobres, cegos, pelos que se desviam dEle. Tamanha foi sua dor com os caminhos humanos que enviou o Seu Filho para perdão dos pecados e salvação.

Deus é amor, um amor infinito, um amor puro, um amor eterno; que possuiu uma profundidade tal que nosso entendimento não consegue alcançar, pois está escrito que excede todo entendimento. E não ama de palavras, pois provou seu grande amor indo para a cruz, Ele foi até o fim por nós. Ele se entregou no lugar dos pecados como uma ovelha muda.

“Ele foi oprimido e afligido, mas não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado ao matadouro, e como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a sua boca.” (Isaias 53.7)

“E o lugar da Escritura que lia era este: Foi levado como a ovelha para o matadouro; e, como está mudo o cordeiro diante do que o tosquia, assim não abriu a sua boca.” (At 8.32)

Deus é diferente independe de sua criação, seu ser e sua existência são infinitamente maiores e mais elevados do que a ordem por Ele criada.

Elementos para a santificação:

  1. A Palavra

“Santifica-os na Tua Verdade, a Tua Palavra é a Verdade.” (Jo 17.17)

“A Tua Palavra é a Verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.” (Sl 119.160)

“Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu Sou o Senhor, que vos santifico. Guardai, pois, todos os meus estatutos e todos os meus juízos e cumpri-os, para que não vos vomite a terra para a qual vos levo para habitares nela.” (Lv 20. 8,22)

“Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andares neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus, Portanto os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor. Porém, vós guardareis meus estatutos e os meus juízos, e nenhuma destas abominações fareis, nem o natural, nem o estrangeiro que peregrina entre vós.” (Lv 18. 4,5,26)

“Guardareis os meus estatutos e todos os meus juízos e os cumprireis. Eu Sou o Senhor.” (L 19.37)

“Observai os meus estatutos, guardai os meus juízos e cumpri-os; assim, habitareis seguros na terra.” (Lv 25.18)

“Mas, se não me ouvirdes e não cumprirdes todos estes mandamentos, se rejeitardes os meus estatutos, e a vossa alma se aborrecer dos meus juízos, a ponto de não cumprir todos os meus mandamentos, e violardes a minha aliança, então, eu vos farei isto: porei sobre vós terror, a tísica e a febre ardente, que fazem desaparecer o lustre dos olhos e definhar a vida; e semeareis debalde a vossa semente, porque os vossos inimigos a comerão. Voltar-me-ei contra vós outros, e sereis feridos diante de seus inimigos; os que vos aborrecem assenhorar-se-ão de vós e fugireis, sem ninguém vos perseguir. Se ainda assim com isto não me ouvirdes, tornarei a castigar-vos sete vezes mais por causa dos vossos pecados.” (Lv 26.14-18)

  • A unção sacerdotal:

“Nem saireis da porta da tenda da congregação, para que não morrais; porque está sobre vós o azeite da unção do Senhor. E fizeram conforme a palavra de Moisés.” (Lv 10.7)

“E o sumo sacerdote entre seus irmãos, sobre cuja cabeça foi derramado o azeite da unção e que foi sagrado para vestir as vestes, não descobrirá a cabeça nem rasgará as suas vestes. Nem sairá do santuário do seu Deus, pois a coroa do azeite da unção do seu Deus está sobre ele. Eu sou o Senhor.” (Lv 21.10-12)

“O Espírito Sato é sobre mim, pois me ungiu para evangelizar os pobres. Enviou-me a curar os quebrantados de coração.” (Lc 4.18)

  • O Sangue

“Tendo, pois, ousadia para entrarmos no santuário, pelo sangue de Jesus.” (Hb 10.19)

“E o sacerdote tomará do sangue da oferta pela expiação da culpa e o sacerdote o porá sobre a ponta da orelha direita daquele que tem que purificar-se e sobre o dedo polegar da sua mão direita, e no dedo polegar do seu pé direito.” (Lv 14.14)

“E daquele sangue espargirá sobre ele com o seu dedo sete vezes, e o purificará das imundícias dos filhos de Israel, e o santificará.” (Lv 16.19)

“Mas, se andarmos na Luz, como Ele na Luz está, temos comunhão uns com os outros, e os sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado.” (1Jo 1.7)

  • O culto a Deus

“E quando sacrificardes sacrifícios pacíficos do Senhor, da vossa própria vontade o sacrificareis.” (Lv 19.5)

“E, quando sacrificardes sacrifícios de louvores ao Senhor, o sacrificareis de vossa vontade.” (Lv 22.29)

Nem todo culto Deus recebe, há um padrão de Deus. O culto prestado pelo adorador mostra o conhecimento que ele possui acerca de Deus e a importância que este dá a pessoa de Deus.

Cultuar a Deus requer racionalidade e espontaneidade. Deus não deseja pessoas oferendo nada por vã glória, por vaidade, para agradar a pessoas, por interesse ou por pressão. Deus deseja intimidade, amor, sinceridade e voluntariedade. O verdadeiro culto é prestado de dentro para fora, para Deus e não para os homens.

Alimentação

Deus dava uma aula alimentar que garantia a seu povo uma vida saudável proveniente de uma alimentação separada.

A base dessa alimentação era CEREAIS, VEGETAIS E FRUTAS.  E o povo só podia comer carne vermelha 3 vezes ao mês, preferindo as carnes brancas.

Santificação é uma separação:

“Assim, separareis os filhos de Israel de suas imundícias, para que não morram nas suas imundícias, contaminando o meu tabernáculo, que está no meio deles.” (Lv 15.31).

PURIFICAÇÃO            SEPARAÇÃO            DEDICAÇÃO            USO 

Quando o sacerdote entrava no Tabernáculo primeiro ele dava o sacrifício de arrependimento, se lavava na pia, estava vestido com vestes separadas e depois ele se dedicava ao serviço. Ninguém poderia servir a Deus de qualquer maneira. Da mesma forma a Igreja do Deus vivo possui uma chamada sacerdotal de santificação e serviço para o Reino de Deus.

“Vós também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual, e sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo.” (1Pe 2.5)

“Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (1Pe 2.9)

Jesus é o Salvador de todos independente do nível social e seu sacrifício foi suficiente e superior a todos os sacrifícios de animais. Ele morreu no nosso lugar e por causa dos nossos pecados.

“Mas, se a sua mão não alcançar assaz para um cordeiro, então, tomará duas rolas ou dois pombinhos, um para holocausto e outro para a expiação do pecado; assim, o sacerdote por ela fará expiação, e será limpa.” (Lv 12.8)

Bois, carneiros e bodes eram ofertas de ricos e pombas e rolinhas eram ofertas dos mais pobres.

Os sacrifícios anunciavam a vinda de Jesus.

Boi – Jesus o servo (trabalhou para os homens em sua vida e alimentou o homem com sua morte, sua carne).

Cordeiro – “No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: “Eis aí o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” (Jo 1.29)

Bode – Jesus o cabeça (a força dos bodes está na cabeça e a força da Igreja é o cabeça da igreja, Jesus Cristo).

Pomba e rolinhas – pureza.

Quem matava era o ofertante, tendo pecado, porque foram os nossos pecados que mataram a Jesus.

O sangue era aspergido nos quatro cantos do altar.

“E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derrubado, o qual diante de Deus os acusava de dia e de noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram a sua vida até a morte.” (Ap 12.10-11)

“E que havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconcilia-se consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus.” (Cl 1.20)

“Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um, e derribando a parede de separação que estava no meio, na carne, desfez a iniquidade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela crus reconciliar a ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.” (Ef 2.14-16)

“E também o Espírito Santo no-lo testifica, porque depois de haver dito: Este é o concerto que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis no seu coração e as escreverei no seu entendimento, acrescenta: Jamais me lembrarei de seus pecados e de suas iniquidades.” (Hb 10.15-17)

Ofertas de manjares – cereais.

Flor de farinha era uma farinha de boa qualidade e sem fermento.

A oferta não deveria ter fermento e nem mel, significando gratidão sem malícia ou alegria momentânea. Porque o mel alegra rapidamente e logo passa; e o fermento engana, pois aumenta o tamanho real da massa, simbolizando a mentira e a falsidade.

Deus tinha prazer nas ofertas pacíficas e nas ofertas de cereais, que simbolizavam paz com Deus e gratidão. Mas Deus não tinha prazer nas ofertas por pecados e culpas.

A tribo de Levi era dividida em três patriarcas:

“E os filhos de Levi: Gerson, Coate e Merari (…)” (Gn 46.11)

Os levitas foram separados para um ministério sacerdotal: (Ex 32.26-30)

Estes homens pertenciam ao Senhor, deveriam ser imparciais, obedientes, e precisavam ter uma vida separada para Deus.

No período de Moisés começaram a trabalhar com a idade de 30 anos (Nm 4 e 1Cr 23.3), pois era exigido um tempo de maturidade e de aprendizado para o serviço.

Haviam várias funções para as famílias dos levitas, poderiam ser porteiros, cantores etc. Dentre as famílias de Levi, Deus chamou a de Arão para ser a família sacerdotal (Nm 3.2-4). A tribo de Levi deveria ser submissa aos sacerdotes (Nm 3.6-8)

Arão e seus filhos foram consagrados para o sacerdócio (Ex 29 e Lv 8)

Eles foram treinados para exercer a função sacerdotal (Lv 8.35;Lv 9; Ex 29.1)

Alguns significados espirituais presentes no livro:

Água: Palavra

Vestes: justificação

Unção: capacitação do Espírito Santo

Pecados: perdão

Holocausto: consagração

Sangue: purificação

Todos os crentes em Jesus também precisam aprender a desempenhar seu ministério com preparação e aprendizado.

Funções dos sacerdotes:

  1. Manter a chama do altar acesa (Lv 6.12-13; Lv 24.2-3)
  2. Lavar-se antes do serviço (Ex 30.18-21)
  3. Zelar pela glória de Deus (Nm 25.11-13)
  4. Sumo sacerdote era quem oferecia o sacrifício no dia da expiação (Lv 16)
  5. Sustento e herança dos levitas (Lv 18.8-32; Nm 18.8-32)
  6. (Lv 21. 15-23)
  7. (Lv 22.16)

Nosso relacionamento com Deus requer obediência à Palavra. A santidade do Tabernáculo não estava nas mesas, roupas ou objetos, era a Presença de Deus que tornava tudo santo.

O alvo de Deus é que todos sejam santos, mas também esse precisa ser o desejo pessoal de cada crente.

“Não façais segundo as obras da terra do Egito, em que habitastes, nem fareis segundo as obras da terra de Canaã, para a qual eu vos levo, nem andareis nos seus estatutos. Fareis segundo os meus juízos e os meus estatutos guardareis, para andardes neles. Eu sou o Senhor, vosso Deus. Portanto, os meus estatutos e os meus juízos guardareis; cumprindo-os, o homem viverá por eles. Eu sou o Senhor.” (Lv 18.3-5)

Os crentes não podem ceder às pressões do mundo, com suas interpretações acerca da existência humana e padrões de vida. O mundo não pode influenciar o ponto de vista do cristão, porque temos por alvo e instrução a Palavra do Eterno.

“E falou Moisés a Arão: Isto é o que o Senhor disse: Mostrarei a minha santidade naqueles que se cheguem a mim e serei glorificado diante de todo o povo. Porém Arão se calou.” (Lv10.3)

*Alguns capítulos trouxeram observâncias acerca de higiene pessoal, saúde e purificação (14 e 15); de padrão sexual (18); Relacionamentos humanos (19); proibição de idolatrias e sacrifícios de crianças (20); procedimentos após os partos (12).

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