2 Pedro 2.20 | Falsos mestres e falsos profetas

“Portanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro.”

2 Pedro 2.20

Este trecho de 2 Pedro possui paralelo com outras passagens, a ver:

“Ou dizeis que a árvore é boa e o seu fruto, bom, ou dizeis que a árvore é má e o seu fruto, mau; porque pelo fruto se conhece a árvore.

Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca.

O homem bom tira boas coisas do seu bom tesouro, e o homem mau do mau tesouro tira coisas más.

Mas eu voz digo que de toda palavra ociosa que os homens disserem hão de dar conta no Dia do Juízo.

Porque por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado.”

(Mateus 12.33-37)

“E quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares áridos, buscando repouso, e não encontra. Então diz: Voltarei para a minha casa, donde saí. E, voltando, acha-a desocupada, varrida e adornada.

Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os princípios. Assim acontecerá também a esta geração má.”

(Mateus 12.43-45)

“Portanto, convém-nos atentar, com mais diligência, para as coisas que já temos ouvido, para que em tempo algum, nos desviemos delas.

Porque, se a palavra falada pelos anjos permaneceu firme, e toda transgressão e desobediência recebeu a justa retribuição,

Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos, depois, confirmada pelos que a ouviram;

Testificando também Deus com elas, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo, distribuídos por sua vontade?”

(Hebreus 2.1-4)

“Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração, como na provocação.

Porque, havendo-a alguns ouvido, o provocaram; mas não todos os que saíram do Egito por meio de Moisés.

Mas com quem se indignou por quarenta anos? Não foi, porventura, com os que pecaram, cujos corpos caíram no deserto?

E a quem jurou que não entrariam no seu repouso, senão aos que foram desobedientes?

E vemos que não puderem entrar por causa da sua incredulidade.”

(Hebreus 3.15-19)

“Vede, irmãos, que nunca haja em qualquer de vós um coração mau e infiel para se apartar do Deus vivo.”

(Hebreus 3.12)

Apostasia, aqui em Hebreus 3.12, aparece como verbo (gr. “aphistemi”, traduzido “apartar”). O termo grego é definido como decaída, deserção, rebelião, abandono, retirada ou afastar-se daquilo a que antes se estava ligado.

“Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus e as virtudes do século futuro, e recaíram sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificaram o Filho de Deus e o expõem ao vitupério.”

(Hebreus 6.4-6)

“Quando o valente guarda, armando, a sua casa, em segurança está tudo quanto tem.

Mas, sobrevindo outro mais valente do que ele e vencendo-o, tira-lhe toda a armadura em que confiava e reparte os seus despojos.

Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.

Quando o espírito imundo tem saído do homem, anda por lugares secos, buscando repouso; e, não o achando, diz: Tornarei para minha casa, de onde saí.

E, chegando, acha-a varrida e adornada.

Então, vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele; e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem é pior do que o primeiro.”

Lucas 11.21-26

“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício pelos pecados,

Mas uma certa expectação horrível de juízo e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.”

(Hebreus 10.26-27)

Louvado seja o Nome do Senhor, por nos advertir a respeito do perigo de sermos novamente vencidos pelas corrupções do mundo. Quais seriam essas corrupções? Podemos começar pelo contexto do capítulo 2, na segunda epístola do apóstolo Pedro, observando sua exortação aos falsos mestres e aos falsos profetas.

Pedro escreveu sobre homens libertos através do conhecimento do Senhor Jesus Cristo, cujas consciências haviam sido transformadas pela Palavra de Deus e cujas vidas haviam sido guiadas e vivificadas pelo Espírito Santo, mergulhadas nas orações. Esses homens inclinaram-se um dia para a busca incessante da verdade, em humildade e amor, desejando a capacitação sobrenatural para andarem em boas obras – não apenas obras ministeriais, que edificam o corpo de Cristo, mas todas aquelas que representavam um novo estilo de vida. No entanto, Pedro observou ao longo do capítulo um profundo desvio da Verdade:

Pedro apontou quais eram os erros mais perceptíveis no seu tempo, citaremos alguns:

1 – Avareza: exploração financeira com palavras fingidas. Mas esses tais serão condenados. (v. 3)

2 – Imoralidade e carnalidade. (v. 10)

3 – Engano: introduziam heresias destruidoras e sofisticadas, trazendo sobre si mesmos repentina destruição. (v. 1)

4 – Escarneciam da convicção genuína dos fieis. (v.

5 – Promoviam a libertinagem. (v. 2)

6 – Olhos cheios de adultério, insaciáveis para o pecado. (v. 14)

7 – Eram arrogantes e atrevidos. (v. 10)

Pedro recordou a vida de dois justos, Noé e Ló, que mesmo habitando em lugares subvertidos, cheios de violência e imoralidade, não se conformaram, não se moldaram no estilo de vida comum do seu tempo. Pedro recordou que Ló estava enfadado da vida caída que reinava em Sodoma e Gomorra, afligindo sua alma todos os dias com o que ouvia e via.

Pedro estava dizendo que a Igreja não poderia ser novamente envolvida com as corrupções do mundo. Os mestres não deveriam se afastar da vida espiritual; não poderiam andar na carne; não poderiam deixar de olhar para Jesus; não poderiam andar irados ou dominados por práticas pecaminosas; não poderiam ser arrogantes, vaidosos, avarentos. Os mestres deveriam seguir a Deus e não aos seus próprios corações, não poderiam se acostumar com uma vida natural. Não deveriam seguir o caminho de Balaão, buscando ganhos materiais ou honrarias pessoais.

O bom mestre deveria andar no Espírito e debaixo de Revelações de Deus, buscando conhecer a vontade de Deus. Deveria afligir sua alma com a maldade humana, amar a Justiça, usar armas armaduras espirituais, fortalecer sua vida. Deus entregou à Igreja gratuitamente Poder, talentos e condições para buscarem uma vida excelente, o mestre deveria ser o maior exemplo dessa realidade espiritual.

Vejamos que as corrupções do mundo poderiam ser diversas, representadas por todo tipo de obras carnais, conforme Paulo declarou em Gálatas 5: Invejas, disputas dentro da Igreja por cargos e posições, ressentimentos, tristeza pelo sucesso de outro irmão, descontentamento pela benção recebida por outro irmão, ambição por poder dentro da Igreja, glutonarias. Notadamente os pecados sexuais são mais mencionados pelos crentes, mas todo tipo de controle exercido pela natureza humana em contraste com a vida no Espírito não condizem com a santidade.

O Espírito Santo é aquele que opera a boa obra, na qual Deus deseja que o cristão viva. Não se trata de um esforço meramente humano. Jesus, nosso modelo de mestre e de boas obras não fazia nada por si mesmo, ainda que fosse Deus. Jesus esvaziou-se de sua condição divina e se sujeitou como um ser humano. Jesus orava, clamava, jejuava, estudava a Palavra, renunciava ao pecado. Em dependência clamou o revestimento do Espírito Santo para ir para a Cruz, para suportar a realização daquela provação tão dolorosa como padecer pelos pecados da humanidade.

É uma Palavra para a reflexão sobretudo dos profetas e mestres, mas para todos os cristãos igualmente. Bem-aventurados aqueles que ouvem e guardam a Palavra de Deus e alertas com as advertências do Apóstolo Pedro.

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